MUSEU DE ARQUEOLOGIA
DE LOMBA ALTA:
UM SONHO
REALIZADO
Edson
Iahn
Trabalho
apresentado à disciplina Prática de
Pesquisa em História como parte dospré-requisitos para a obtenção
do diploma de Licenciatura em História.
São José
Junho de 2017
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Centro Universitário Estácio de Sá de São José
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São José
Junho de 2017
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Resumo
O presente trabalho
surgiu quando visitamos o Museu de Arqueologia de Lomba Alta, situado no
Município de Alfredo Wagner, interior do Estado de Santa Catarina, um lugar vivo
em nossa memória, pois somos alfredenses de nascença. Como apreciadores de
história e da museologia, ao visitarmos o museu, nosso olhar foi em direção a
identificar todo o processo do seu surgimento. Logo soubemos pela historiadora
Maria Rufina, funcionária do Museu, que esta ideia nasceu de um sonho de um ilustre
habitante do município, o engenheiro civil Altair Wagner, que é neto de Alfredo Henrique
Wagner, patrono do Município. Então saímos ao campo para investigar todo o
processo que antecedeu a construção do Museu, depois pesquisamos sobre a
primeira fase deste, ressaltando as dificuldades para sua manutenção e por
último, o momento de sua ampliação, com a entrada no projeto de parceria com a
Prefeitura Municipal, consolidando com isso a concretização deste projeto
museológico. O objetivo do idealizador primeiramente foi de registrar o legado
de seu avô, descrevendo a história de sua vinda para essa região, depois também
o de preservar a memória do seu povo, contando a história dos pioneiros nesse
lugar e a vida cotidiana de seus habitantes, recolhendo objetos usados por
estes, com o apoio e colaboração dos moradores do Município, montando um importante
acervo e por último a memória do próprio município, sua geografia, sua
geologia, sua biologia e os vestígios de paleontologia e arqueologia,
encontrados nessa região. Nesse trabalho pretendemos valorizar a museologia,
identificando as dificuldades e barreiras que são encontradas, na prática, para
a construção de um Museu e sua manutenção, vamos ver tudo a luz de ideias
preconcebidas de autores que conceituaram sobre museologia. As Metodologias usadas
foram explorativas e descritivas, usando mais de fontes primárias, de forma
qualitativa, para formatação e conclusão deste trabalho.
PALAVRAS-CHAVE:
Museu de arqueologia de Lomba Alta, um sonho realizado.
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Sumário
Introdução......................................................................................................................5
Desenvolvimento...........................................................................................................6
Município
de Alfredo Wagner.....................................................................................8
Legado
de Alfredo Henrique Wagner, Patrono do Município..................................9
Altair Wagner, idealizador do Museu.......................................................................11
Museu de arqueologia de Lomba Alta.......................................................................13
Repartições
do Museu, Arqueologia e Paleontologia............,....................................16
Geologia, ecologia,........................................................................................................17
Numismática e Biblioteca.............................................................................................18
Considerações Finais
..................................................................................................19
Referências
..................................................................................................................20
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Introdução
A
Museologia como campo de práticas e conhecimentos tem uma história milenar,
embora sua constituição científica seja recente, com início há pouco mais de um
século, e ainda em processo de evolução.
Este
olhar museológico, fez com que em 20 de outubro de 2002, na passagem do
cinquentenário do falecimento do patrono do município, Alfredo Henrique Wagner,
seu neto, engenheiro Altair Wagner (Fig.4) concretiza um sonho, fundando o
Museu de Arqueologia de Lomba Alta.
O
museu de arqueologia de Lomba alta é um orgulho para os moradores do pequeno município de Alfredo Wagner, em Santa
Catarina, um município de aproximadamente 10 mil habitantes, com a economia
voltada à produção agrícola minifundiária.
O
museu está localizado na comunidade de Lomba Alta, na Serra Catarinense, num
terreno de 1 hectare, onde primeiramente foi construído uma casa, cujo modelo é
uma réplica da casa original onde morou o patrono do município e sua família, depois
com recursos do governo do estado e uma parceria com a prefeitura foi ampliado,
com a construção de um segundo imóvel. Na casa (Fig.5), que é réplica da casa
que a família Wagner viveu em Lomba Alta, existem expostos diversos objetos
utilizados pela família Wagner, móveis, gamelas, ferramentas, fotos, pratos,
talheres e também muitos objetos usados pelos habitantes do município, no
passado. No balcão de entrada existe um pequeno caderno, onde está escrito a
história do patrono da cidade, Alfredo Henrique Wagner (Fig.3).
No
outro imóvel (Fig.7), um prédio construído em parceria com o governo do estado,
o museu tem algumas repartições: tem a área de Arqueologia (Fig.8), a área de geologia,
de paleontologia, de ecologia, de numismática (Fig.9) e uma pequena biblioteca (Fig.9).
Na
área externa do museu tem um jardim de árvores típicas do município (Fig.1), onde
foram plantadas centenas de árvores frutíferas silvestres, comuns nas matas e
quintais da região, a maioria já está produzindo frutos.
A
manutenção do Museu é uma parceria entre a prefeitura e a família Wagner, a
prefeitura disponibiliza dois funcionários que estão na folha de pagamento desta,
tem uma funcionária, Maria Justina, que é historiadora e cuida da parte
interna, do atendimento e dos acervos. Tem também um funcionário que dá
manutenção na parte externa. O Museu é aberto ao público de quarta a domingo,
das 9h às 17h30, gratuitamente.
Desenvolvimento
Nesse trabalho pretendemos valorizar a museologia, identificando as dificuldades e barreiras que são encontradas, na prática, para a consolidação de um projeto de construção de um museu. Para isso vamos analisar ideias preconcebidas, de autores que escreveram sobre o tema museologia, verificando esses conceitos foram aplicados na construção e manutenção do Museu de Arqueologia de Lomba Alta.
Desenvolvimento
Nesse trabalho pretendemos valorizar a museologia, identificando as dificuldades e barreiras que são encontradas, na prática, para a consolidação de um projeto de construção de um museu. Para isso vamos analisar ideias preconcebidas, de autores que escreveram sobre o tema museologia, verificando esses conceitos foram aplicados na construção e manutenção do Museu de Arqueologia de Lomba Alta.
A musealização é um processo que se
inicia com a seleção de um objeto pelo olhar museológico sobre as coisas
materiais, naturais ou simbólicas, e a capacidade de perceber os sentidos, que
o objeto pode possuir para a sociedade como um todo. É uma atitude crítica,
questionadora, que exige um distanciamento reflexivo diante de um conjunto de
bens culturais e naturais (Chagas, 1999, p.59).
Esse conceito de Chagas,
podemos ver claramente aplicado no Museu de Lomba Alta, pois percebemos o olhar
museológico do seu idealizador, que ao investigar o passado de seu avô e a
riqueza histórica do município, vislumbra seu projeto, construir um Museu. Ao
colocar em prática sua ideia, elabora-a com procedimentos definidos, com prazos
para a construção e fundação de sua Obra. A dedicação e a ousadia de Altair
Wagner faz o então sonho, virar realidade. Numa pequena cidade, de aproximadamente
10 mil habitantes, construiu um Museu.
O Museu de Arqueologia
de Lomba Alta é aberto ao público visitante, de quarta a domingo, está também
disponível às escolas e universidades para estudos, desde que agendados
previamente. A esse respeito o ICOM¹
define que:
O Museu é uma instituição
permanente, sem finalidade lucrativa, a serviço da sociedade e do
desenvolvimento, aberta ao público, que realiza pesquisas sobre a evidência
material do homem e do seu ambiente, adquire-a, conserva-a, investiga-a,
comunica e exibe-a, com finalidade de estudo, educação e fruição.
O Museu de Arqueologia
de Lomba Alta, hoje é reconhecido oficialmente, inclusive com parceria
institucional da prefeitura, tendo o aval e apoio de toda a comunidade alfredense,
que se orgulha deste patrimônio cultural. O Museu possui inúmeros acervos: O legado
de Alfredo Henrique Wagner, Patrono do Município, retratado com documentos, fotos
e objetos usados pela família Wagner, no período em que viviam nessa
localidade; no museu também existem muitos objetos usados pelos habitantes do
município, tanto os pioneiros, quanto aqueles que depois vieram morar nessa
região, lampião a querosene, louças, gamelas de madeira, ferramentas, entre
outros utensílios; O museu também possui a dependência de numismática, um
acervo de aproximadamente 84 mil moedas e cédulas brasileiras e estrangeiras, desde
o Brasil Colônia, fruto do lado colecionador de Altair Wagner; O museu possui ainda
as repartições de Arqueologia, Paleontologia, Geologia, Ecologia e uma Biblioteca,
com livros doados por Altair Wagner, que transferiu sua biblioteca particular
para o museu, disponibilizando para o público a leitura dos livros e revistas.
A memória é muito evidenciada na constituição
deste Museu, a seguir podemos ver no conceito de Caetano, que isso facilita
para o conhecimento e a aprendizagem.
O museu por muito tempo carregou a ideia de
velharias, esperando por visitantes curiosos de ver ou rever objetos obsoletos
e há muito sem utilidade. Hoje os museus são entendidos como um ambiente
dinamizador de memórias, e se tornou um ambiente de conhecimento e aprendizagem
(CAETANO, 2012, p.1).
Nas redondezas do
museu, foram plantadas centenas de árvores frutíferas silvestres e árvores
típicas, comuns á região, como os coqueiros e as araucárias. Numa entrevista
que fizemos, de 3,5 horas com o Sr Altair, nos falou que existem perto de 700
árvores plantadas no jardim, de 29 variedades diferentes, sendo que a maioria
já produz frutos regularmente. Tudo isso para perpetuar as espécies e tornando
esse ambiente ecologicamente sustentável. As gerações futuras poderão desfrutar
da memória do seu povo e do seu Município, contemplando os acervos ali
expostos. O Museu de Arqueologia de Lomba Alta também será sempre, um ambiente
de pesquisa, de conhecimento e aprendizagem, onde as escolas e universidades podem
fazer suas pesquisas museológicas.
Figura 1: Variedades de árvores plantadas no entorno do Museu.
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Internacional Council of Museums, instituição ligada a ONU.¹
CAETANO, José Carlos Gonçalves. O museu histórico como um espaço de ensino e aprendizagem para a história: o museu Ernesto Bertoldi como proposta. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE MUSEOLOGIA, 2., 2012, Maringá. Anais... Maringá, 2012. p. 1-10.
CHAGAS,Mario. Museália. Rio de Janeiro, JC editora, 1996,124 p.
Município de Alfredo Wagner
O
Município de Alfredo Wagner (Fig.2) é um município brasileiro, do estado de Santa
Catarina, estando a uma altitude média de 480 metros e localizado a 111
quilômetros da capital do estado, Florianópolis.
As
primeiras tentativas de colonização de Alfredo Wagner foram feitas por dezenove
soldados, nas proximidades do Morro do Trombudo. Os soldados colonos estabeleceram-se, em
1853, na colônia militar de Santa Tereza (atual Catuíra). Porém não houve
progresso, devido ser um período de muita chuva e frio intenso, na região.
A
partir da década de 1880, chegaram os primeiros colonos germânicos (que se
estabeleceram na região, principalmente vindos da Alemanha e da Áustria), Dos
quais a maioria da população atual é descendente. Nesse período a região
evoluiu satisfatoriamente, pois esses imigrantes vieram de lugares de
temperaturas semelhantes e se adaptaram muito bem ao clima da Serra Catarinense.
Em 1990, o local passou a se chamar Barracão – primeiro nome de Alfredo Wagner.
O nome atual então, veio em homenagem a um dos homens que mais trabalhou pela
emancipação, político-administrativa, do município, que foi desmembrado de Bom
Retiro, em 21 de dezembro de 1961.
Figura 2: Portal de entrada da cidade de Alfredo Wagner
Legado de Alfredo Henrique Wagner, patrono do Município
Alfredo Henrique Wagner nasceu no Sertão do Maruim, pertencente ao atual município de Palhoça, SC, em 28 de novembro de 1871. Filho de Henrique Cristiano Wagner e de Maria Caetana Wagner, seus pais faleceram em novembro de 1877, ficando órfão aos cinco anos de idade. Criado por seus tios Manoel Estefano Koerich e Catarina Wagner Koerich, que moravam próximos à ponte do Rio Maruim, depois mudaram para Garopaba, aonde Alfredo frequentou a escola local e seus tios eram comerciantes.
Quando o jovem tinha 18 anos de idade, interessou-se por uma moça não "recomendada" à família, por revezes políticos. Viu-a pela primeira vez, a partir do comércio de seus tios e então passaram a se olharem, fato percebido pelos seus tutores.
Apesar da idade, levou uma surra dos tios por cortejar a moça, cujo suposto envolvimento era proibido - pertencia a uma família de um adversário político. Mediante a ao ato de violência, o jovem Alfredo tomou o rumo da estrada, a pé. Seu destino? Local onde estava o resto da família - Sertão de Maruim - atual município de Palhoça, SC. Percorreu aproximadamente 96 km, passando pelas localidades de Paulo Lopes, Enseada de Brito, São José e foi morar em São Pedro de Alcântara, onde aprendeu a profissão de sapateiro. Mais tarde, ciente da prosperidade que vigorava na então Colônia de Santa Tereza (atual Catuíra), o jovem Alfredo ali se instalou em 1893, onde exerceu diversas profissões: Escrivão de posto fiscal, seleiro, sapateiro, agricultor e pecuarista. Assim que se estruturou financeiramente, casou em 1895, com Júlia Freiberger, filha dos alemães Peter Freiberger e Felisbina Schmitt. O Casal, Alfredo e Júlia, mais nove de seus dez filhos residiram por quase duas décadas em Catuíra. Depois, com a mudança do traçado da rodovia Lages/Florianópolis para a vila do Barracão, ocorrido em 1904, passando pela margem esquerda do rio chamado águas frias, Alfredo decidiu transferir seus negócios e sua residência para Lomba Alta, próxima a esta estrada. Alfredo Henrique Wagner, juntamente com Jakob Schweitzer, seu concunhado, e Guilherme Althoff, foram os fundadores de Lomba Alta (atualmente, lá se encontra o Museu de Arqueologia da cidade). Lá, ampliou seus negócios, passando a trabalhar também como apicultor, madeireiro, e a fazer transporte de mercadorias entre a Serra e o Litoral, em lombo de mula.
Desempenhou também copioso espírito altruísta e comunitário, tornando-se líder exemplar na região. Como capelão, viabilizou a construção de igreja e escola para a vila, doando área de terra, além de objetos sacros. Foi um incansável trabalhador, dedicando-se até os últimos anos de vida ao progresso no município que hoje leva seu nome.
Dona Júlia tinha um grande coração. Muito hospitaleira com todos os que viessem em sua casa, proferindo-lhes valiosos dizeres e ensinamentos sobre a fé em Deus. O casal recebia em sua mesa desde bispos, padres, juiz de direito, até pessoas necessitadas e mendigos.
Alfredo Henrique era firme em suas ideias e propósitos, e exigia seriedade, honra e justiça de seus familiares e de seus contemporâneos. Faleceu com 81 anos em 20 de outubro de 1952. Alfredo Henrique Wagner e Julia Freiberger tiveram 11 filhos, 6 homens e 5 mulheres: Olíbio Leandro Wagner, Alfredo Wagner Junior, Tobias Isidoro Wagner, José Maria Wagner, Celso Marino Wagner, Ernesto Wagner, Petronilha Wagner, Alvina Wagner, Vergulina Wagner, Rosa Emília Wagner e Maria Julia Wagner.
Alfredo Henrique Wagner é neto de George Wagner – um dos pioneiros que se mudou para o Vale do Itajaí, o qual foi pai de Johann Peter Wagner, muito conhecido na região do Vale até os dias de hoje. Criaram suas famílias naquela região, aonde deixaram muitos descendentes. A família Wagner já vivia no local aonde viria a ser a Colônia de Blumenau, antes mesmo da vinda do fundador, Hermann Bruno Otto Blumenau.
Figura 3: Alfredo Henrique Wagner
Apesar da idade, levou uma surra dos tios por cortejar a moça, cujo suposto envolvimento era proibido - pertencia a uma família de um adversário político. Mediante a ao ato de violência, o jovem Alfredo tomou o rumo da estrada, a pé. Seu destino? Local onde estava o resto da família - Sertão de Maruim - atual município de Palhoça, SC. Percorreu aproximadamente 96 km, passando pelas localidades de Paulo Lopes, Enseada de Brito, São José e foi morar em São Pedro de Alcântara, onde aprendeu a profissão de sapateiro. Mais tarde, ciente da prosperidade que vigorava na então Colônia de Santa Tereza (atual Catuíra), o jovem Alfredo ali se instalou em 1893, onde exerceu diversas profissões: Escrivão de posto fiscal, seleiro, sapateiro, agricultor e pecuarista. Assim que se estruturou financeiramente, casou em 1895, com Júlia Freiberger, filha dos alemães Peter Freiberger e Felisbina Schmitt. O Casal, Alfredo e Júlia, mais nove de seus dez filhos residiram por quase duas décadas em Catuíra. Depois, com a mudança do traçado da rodovia Lages/Florianópolis para a vila do Barracão, ocorrido em 1904, passando pela margem esquerda do rio chamado águas frias, Alfredo decidiu transferir seus negócios e sua residência para Lomba Alta, próxima a esta estrada. Alfredo Henrique Wagner, juntamente com Jakob Schweitzer, seu concunhado, e Guilherme Althoff, foram os fundadores de Lomba Alta (atualmente, lá se encontra o Museu de Arqueologia da cidade). Lá, ampliou seus negócios, passando a trabalhar também como apicultor, madeireiro, e a fazer transporte de mercadorias entre a Serra e o Litoral, em lombo de mula.
Desempenhou também copioso espírito altruísta e comunitário, tornando-se líder exemplar na região. Como capelão, viabilizou a construção de igreja e escola para a vila, doando área de terra, além de objetos sacros. Foi um incansável trabalhador, dedicando-se até os últimos anos de vida ao progresso no município que hoje leva seu nome.
Dona Júlia tinha um grande coração. Muito hospitaleira com todos os que viessem em sua casa, proferindo-lhes valiosos dizeres e ensinamentos sobre a fé em Deus. O casal recebia em sua mesa desde bispos, padres, juiz de direito, até pessoas necessitadas e mendigos.
Alfredo Henrique era firme em suas ideias e propósitos, e exigia seriedade, honra e justiça de seus familiares e de seus contemporâneos. Faleceu com 81 anos em 20 de outubro de 1952. Alfredo Henrique Wagner e Julia Freiberger tiveram 11 filhos, 6 homens e 5 mulheres: Olíbio Leandro Wagner, Alfredo Wagner Junior, Tobias Isidoro Wagner, José Maria Wagner, Celso Marino Wagner, Ernesto Wagner, Petronilha Wagner, Alvina Wagner, Vergulina Wagner, Rosa Emília Wagner e Maria Julia Wagner.
Alfredo Henrique Wagner é neto de George Wagner – um dos pioneiros que se mudou para o Vale do Itajaí, o qual foi pai de Johann Peter Wagner, muito conhecido na região do Vale até os dias de hoje. Criaram suas famílias naquela região, aonde deixaram muitos descendentes. A família Wagner já vivia no local aonde viria a ser a Colônia de Blumenau, antes mesmo da vinda do fundador, Hermann Bruno Otto Blumenau.
Figura 3: Alfredo Henrique Wagner
Altair Wagner, idealizador do Museu de Antropologia de Lomba Alta
O Engenheiro Civil, Altair Wagner, foi o idealizador do Museu, ele é neto de Alfredo Henrique Wagner e filho do primogênito - Olíbio Leandro Wagner.
Altair Wagner nasceu no dia 20 de setembro de 1930, em Lomba Alta, estudou o primário na Escola Isolada de Lomba Alta e os estudos complementares em Bom Retiro, já o ginásio e o científico(secundário) fez no Colégio Diocesano de Lages. No final dos estudos secundários combinou com os colegas de classe em fazer o terceiro ano em Curitiba, já se preparando para o vestibular de engenharia, onde teve êxito. Formou-se Engenheiro Civil, na Universidade Federal do Paraná, no ano de 1956 - na cidade de Curitiba. Profissionalmente trabalhou no DER, em Florianópolis e Chapecó, nesta última viveu e trabalhou por 25 anos. Em Chapecó, também ocupou o cargo político na Secretária dos Negócios do Oeste e em 1973, foi eleito Prefeito da cidade.
Ainda na cidade de Chapecó foi Presidente da AMOSC - Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina, foi administrador da Regional da CASAN, Diretor Presidente da CELESC e Presidente do Conselho de Administração da ERUSC. Também foi Coordenador de Meio ambiente da CELESC e nos anos de 1989/1990 participou da equipe do Projeto JICA, como representante da CELESC - Vale do Itajaí. Ao se aposentar resolveu estudar a geologia e a arqueologia do Município de Alfredo Wagner e Região.
Altair Wagner também é membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Presidente do Conselho Curador da Fundação Alfredo Henrique Wagner.
Em maio de 1992, recuperando-se de dois enfartos, no qual teve que se resguardar por alguns anos em sua casa, aonde com tempo ocioso, começa a pensar e a ter muitas ideias e uma delas é a de construir um Museu. Entediado com a monotonia cotidiana, Altair Wagner sai ao campo e começa a dar forma à sua ideia mais brilhante, por 10 anos dedicou uma semana por mês, percorrendo todo o município de Alfredo Wagner em pesquisa de arqueologia e geologia, na coleta de materiais. Ele faz questão de registrar, algo que muito o motivou, a importante participação voluntária dos habitantes alfredenses, que deixavam seus afazeres e iam pesquisar e coletar materiais em suas respectivas áreas e ao encontrar algo interessante doavam para o museu de arqueologia.
Nesse espaço de tempo, recolheu muitos artefatos, fósseis, material geológico, ecológico, em torno de duas mil unidades, que proporcionaram condições para instalar o museu. Dentre os artefatos coletados, os que mais o impressionaram, relata emocionado seu Altair, foram os zoolitos no formato de uma baleia e outro no formato de um leão marinho, porque isso prova a migração dos índios do litoral para o interior do estado.
Quando percebeu que tinha os recursos necessários e o material suficiente para iniciar o Museu, então da forma ao seu projeto e constrói primeiramente a casa que é réplica da casa original de seu avô, usando o seu talento de engenheiro civil, copiando o modelo da casa de uma foto antiga (Fig.6). O Terreno de 1 hectare foi comprado com recursos das receitas dos mensalistas doadores e a casa com recursos próprios.
Figura 4: Engenheiro Altair Wagner explorando o campo.
O Engenheiro Civil, Altair Wagner, foi o idealizador do Museu, ele é neto de Alfredo Henrique Wagner e filho do primogênito - Olíbio Leandro Wagner.
Altair Wagner nasceu no dia 20 de setembro de 1930, em Lomba Alta, estudou o primário na Escola Isolada de Lomba Alta e os estudos complementares em Bom Retiro, já o ginásio e o científico(secundário) fez no Colégio Diocesano de Lages. No final dos estudos secundários combinou com os colegas de classe em fazer o terceiro ano em Curitiba, já se preparando para o vestibular de engenharia, onde teve êxito. Formou-se Engenheiro Civil, na Universidade Federal do Paraná, no ano de 1956 - na cidade de Curitiba. Profissionalmente trabalhou no DER, em Florianópolis e Chapecó, nesta última viveu e trabalhou por 25 anos. Em Chapecó, também ocupou o cargo político na Secretária dos Negócios do Oeste e em 1973, foi eleito Prefeito da cidade.
Ainda na cidade de Chapecó foi Presidente da AMOSC - Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina, foi administrador da Regional da CASAN, Diretor Presidente da CELESC e Presidente do Conselho de Administração da ERUSC. Também foi Coordenador de Meio ambiente da CELESC e nos anos de 1989/1990 participou da equipe do Projeto JICA, como representante da CELESC - Vale do Itajaí. Ao se aposentar resolveu estudar a geologia e a arqueologia do Município de Alfredo Wagner e Região.
Altair Wagner também é membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Presidente do Conselho Curador da Fundação Alfredo Henrique Wagner.
Em maio de 1992, recuperando-se de dois enfartos, no qual teve que se resguardar por alguns anos em sua casa, aonde com tempo ocioso, começa a pensar e a ter muitas ideias e uma delas é a de construir um Museu. Entediado com a monotonia cotidiana, Altair Wagner sai ao campo e começa a dar forma à sua ideia mais brilhante, por 10 anos dedicou uma semana por mês, percorrendo todo o município de Alfredo Wagner em pesquisa de arqueologia e geologia, na coleta de materiais. Ele faz questão de registrar, algo que muito o motivou, a importante participação voluntária dos habitantes alfredenses, que deixavam seus afazeres e iam pesquisar e coletar materiais em suas respectivas áreas e ao encontrar algo interessante doavam para o museu de arqueologia.
Nesse espaço de tempo, recolheu muitos artefatos, fósseis, material geológico, ecológico, em torno de duas mil unidades, que proporcionaram condições para instalar o museu. Dentre os artefatos coletados, os que mais o impressionaram, relata emocionado seu Altair, foram os zoolitos no formato de uma baleia e outro no formato de um leão marinho, porque isso prova a migração dos índios do litoral para o interior do estado.
Quando percebeu que tinha os recursos necessários e o material suficiente para iniciar o Museu, então da forma ao seu projeto e constrói primeiramente a casa que é réplica da casa original de seu avô, usando o seu talento de engenheiro civil, copiando o modelo da casa de uma foto antiga (Fig.6). O Terreno de 1 hectare foi comprado com recursos das receitas dos mensalistas doadores e a casa com recursos próprios.
Figura 4: Engenheiro Altair Wagner explorando o campo.
Informaram moradores antigos da existência de ossos humanos. Seriam Xoklengs?
Eles praticavam cremação. Teriam sido os últimos membros da tribo? É possível.
Ou seriam ossos de outras tradições ou fases? ( 2002,Wagner).
Este trecho pertence ao livro do alfredense Altair Wagner, chamado:
Alfredo Wagner: Terra, água e índios.
_____________________________________________________________________
WAGNER, A. Alfredo Wagner: Terra, Água e Índios. Florianópolis: Fundação Alfredo Wagner, 2002.
Todo o texto referente ao idealizador do museu, engenheiro Altair Wagner, bem como a revisão de
todos os assuntos deste trabalho, foram escritos, revistos e confirmados pessoalmente, numa entrevista de 3,5 horas, na sala de sua residência, no bairro Córrego Grande, Florianópolis, SC, em 19/05/2017.
Museu de Arqueologia de Lomba Alta
O Museu de Arqueologia de Lomba Alta, situado no município de Alfredo Wagner, no estado de Santa Catarina foi inaugurado em 19 de outubro de 2002, reverenciando o cinquentenário de falecimento de Alfredo Henrique Wagner, patrono do município.
Após 10 anos de pesquisas no município, selecionaram objetos, artefatos, fósseis, peças geológicas e ecológicas, que viabilizaram a construção do museu, cujo imóvel (Fig.3) é uma réplica da residência que Alfredo Henrique Wagner viveu em Lomba Alta.Foram constatadas riquezas arqueológicas, paleontológicas, geológicas e ecológicas do Município e do Estado de Santa Catarina.
Foi criada a Fundação Alfredo Henrique Wagner - FAW, com 27 membros instituidores com participação de uma cota de 500,00 reais por sócio, para a aquisição do terreno, de tamanho de 1 hectare, sendo que o imóvel com área de 194,25 m², foi doado por Altair Wagner.Em 2006, o museu já não comportava o acervo. Feito novo projeto em alvenaria com 369m², foi pleiteado e aprovado pela secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, 200,000,00 reais, que foi o suficiente para a construção.
A prefeitura de Alfredo Wagner tem colaborado desde a inauguração em 2002, com a terraplanagem, acesso e com parte do pagamento da folha dos funcionários. Sendo que a partir de 1º de janeiro de 2010, os dois funcionários então existentes, passaram à folha de pagamento da prefeitura, na gestão do prefeito Nivaldo Wessler. Em 2009 o número de visitantes foi de 6.476 pessoas, somando desde a inauguração até 2009 um total de 35.912 pessoas. Recentemente, a historiadora Maria Rufina, que tem um livro de controle de todas as visitas, fez a recontagem constatado o número total de 65.000 visitantes, desde a inauguração até esses dias.
Os objetivos principais e permanentes da fundação Alfredo Henrique Wagner é prestação de cultura, ciência, educação, pesquisas arqueológicas, paleontológicas, geológicas, astronômicas, ecológica, numismática, biblioteconomia e acervos. Após muitos anos de pesquisas no município, foram encontrados diversos artefatos, fósseis, peças geológicas e ecológicas que reunidas na localidade Lomba Alta, dão vida ao Museu Arqueologia de Lomba Alta.Inaugurado no cinquentenário da morte de Alfredo Henrique Wagner, em 20 de Outubro de 2002, é uma réplica, em estilo suíço-germânico, da residência do patrono do município. Abriga no andar térreo vasto material de interesse arqueológico, geológico, numismático e ecológico e no sótão, antiguidades diversas como louças, ferramentas, vestuário. A maioria pertencente à família de Alfredo Henrique Wagner.
Atrás do Museu, Existe um bosque com aproximadamente 700 árvores frutíferas silvestres e árvores típicas da região, de 29 variedades diferentes, existentes nas matas do município.
O Museu de arqueologia de Lomba Alta, Alfredo Wagner, SC, possui uma diretoria eleita em 17/12/2011, que é composta por:
Conselho Curador:
· Presidente: Altair Wagner
· Suplente: Jaime Cunha
· Rodrigo Netto
· Sílvio Althoff
· Sulamir Dorigon
· Luciano Netto
Eles praticavam cremação. Teriam sido os últimos membros da tribo? É possível.
Ou seriam ossos de outras tradições ou fases? ( 2002,Wagner).
Este trecho pertence ao livro do alfredense Altair Wagner, chamado:
Alfredo Wagner: Terra, água e índios.
_____________________________________________________________________
WAGNER, A. Alfredo Wagner: Terra, Água e Índios. Florianópolis: Fundação Alfredo Wagner, 2002.
Todo o texto referente ao idealizador do museu, engenheiro Altair Wagner, bem como a revisão de
todos os assuntos deste trabalho, foram escritos, revistos e confirmados pessoalmente, numa entrevista de 3,5 horas, na sala de sua residência, no bairro Córrego Grande, Florianópolis, SC, em 19/05/2017.
Museu de Arqueologia de Lomba Alta
O Museu de Arqueologia de Lomba Alta, situado no município de Alfredo Wagner, no estado de Santa Catarina foi inaugurado em 19 de outubro de 2002, reverenciando o cinquentenário de falecimento de Alfredo Henrique Wagner, patrono do município.
Após 10 anos de pesquisas no município, selecionaram objetos, artefatos, fósseis, peças geológicas e ecológicas, que viabilizaram a construção do museu, cujo imóvel (Fig.3) é uma réplica da residência que Alfredo Henrique Wagner viveu em Lomba Alta.Foram constatadas riquezas arqueológicas, paleontológicas, geológicas e ecológicas do Município e do Estado de Santa Catarina.
Foi criada a Fundação Alfredo Henrique Wagner - FAW, com 27 membros instituidores com participação de uma cota de 500,00 reais por sócio, para a aquisição do terreno, de tamanho de 1 hectare, sendo que o imóvel com área de 194,25 m², foi doado por Altair Wagner.Em 2006, o museu já não comportava o acervo. Feito novo projeto em alvenaria com 369m², foi pleiteado e aprovado pela secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, 200,000,00 reais, que foi o suficiente para a construção.
A prefeitura de Alfredo Wagner tem colaborado desde a inauguração em 2002, com a terraplanagem, acesso e com parte do pagamento da folha dos funcionários. Sendo que a partir de 1º de janeiro de 2010, os dois funcionários então existentes, passaram à folha de pagamento da prefeitura, na gestão do prefeito Nivaldo Wessler. Em 2009 o número de visitantes foi de 6.476 pessoas, somando desde a inauguração até 2009 um total de 35.912 pessoas. Recentemente, a historiadora Maria Rufina, que tem um livro de controle de todas as visitas, fez a recontagem constatado o número total de 65.000 visitantes, desde a inauguração até esses dias.
Os objetivos principais e permanentes da fundação Alfredo Henrique Wagner é prestação de cultura, ciência, educação, pesquisas arqueológicas, paleontológicas, geológicas, astronômicas, ecológica, numismática, biblioteconomia e acervos. Após muitos anos de pesquisas no município, foram encontrados diversos artefatos, fósseis, peças geológicas e ecológicas que reunidas na localidade Lomba Alta, dão vida ao Museu Arqueologia de Lomba Alta.Inaugurado no cinquentenário da morte de Alfredo Henrique Wagner, em 20 de Outubro de 2002, é uma réplica, em estilo suíço-germânico, da residência do patrono do município. Abriga no andar térreo vasto material de interesse arqueológico, geológico, numismático e ecológico e no sótão, antiguidades diversas como louças, ferramentas, vestuário. A maioria pertencente à família de Alfredo Henrique Wagner.
Atrás do Museu, Existe um bosque com aproximadamente 700 árvores frutíferas silvestres e árvores típicas da região, de 29 variedades diferentes, existentes nas matas do município.
O Museu de arqueologia de Lomba Alta, Alfredo Wagner, SC, possui uma diretoria eleita em 17/12/2011, que é composta por:
Conselho Curador:
· Presidente: Altair Wagner
· Suplente: Jaime Cunha
· Rodrigo Netto
· Sílvio Althoff
· Sulamir Dorigon
· Luciano Netto
Conselho Diretor:
· Presidente: Altair Wagner
· Vice - Pres.: Antônio Paulo Wagner
· Secretário: Eunice Franz Wagner
· Vice - Sec. Juliano Wagner
· Tesoureiro: Eloisa Wagner Sequinel
· Vice – Tes.: Edu Rogério Wagner
Conselho Fiscal:
· Sérgio Biase Silveri
· Norberto Wagner
· Ermínio Franz
O Museu conta com dois funcionários:
· Manutenção interna: Historiadora Maria Rufina
· Manutenção externa: Daniel da silva
Figura 5: Réplica da casa de Alfredo Henrique Wagner.
Figura 6: Casa original de Alfredo Henrique Wagner
Figura 7: Prédio novo do Museu, ao lado do primeiro
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Fonte página oficial do museu de Arqueologia de Lomba Alta http://museudearqueologia.com.br/index.php/features/museu-alfredo-wagner
Repartições do Museu de Arqueologia de Lomba Alta
Arqueologia:
É a disciplina científica que estuda as culturas e os modos de vidado passado a partir da análise de vestígios materiais.É uma ciência social, isto é, que estuda as sociedades, tanto as que existiram, quanto as que existem, através de seus restos materiais, sejam esses móveis e imóveis e incluem nos seu campo de estudo as intervenções humanas no meio ambiente.
No caso do Museu de Arqueologia de Lomba Alta, este abriga documentos, objetos, móveis e a replica do imóvel do patrono Alfredo Henrique Wagner, abriga também objetos usados no passado por habitantes desta comunidade, como lamparinas, gamelas, talheres, facões, ferramentas dos pioneiros alfredenses, entre outros.
Paleontologia:
O paleontólogo precisa conhecer geologia e biologia que estuda os fósseis, para investigar como eram os organismos e os ecossistemas do passado geológico da terra. O paleontólogo estuda os fósseis para investiga-los, também para perceber como esses se formaram e como podem ser usados para a datação relativa dos estratos rochosos em que ocorrem. O fascínio pelos dinossauros trouxe um glamour especial à profissão de paleontólogo, mas isso está longe da realidade. Somente quem passou dias a fio sob sol escaldante, com uma picareta nas mãos, trabalhando arduamente, sabe o que é difícil trazer à luz do dia o conhecimento enterrado nos estratos geológicos e quantos calos isso faz. Depois são meses de trabalho de laboratório e de gabinete, preparando, montando e estudandotodos os fósseis recolhidos, para no final produzir um documento conclusivo. Um relatório ou um artigo científico, que deverá em seguida ser publicado e divulgado entre a comunidade científica e público em geral. No início da década de 1990, professores da Universidade Federal de Santa Catarina, descobriram em Alfredo Wagner, fósseis de Mesonssauros (Fig.5), répteis que viveram há 220.000.000 anos. Após muitos anos de pesquisas no município, foram encontrados diversos artefatos, fósseis, peças geológicas e ecológicas que reunidas na localidade de Lomba Alta, dão vida ao Museu de Arqueologia de Lomba Alta.
Geologia:
É a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e processos que lhe dão formas. A geologia foi fundamental para determinar a idade da terra, que se calculou ter 4,6 bilhões de anos. Desenvolveu a teoria denominada tectônicas de placas, que segundo a qual a litosfera terrestre rígida e fragmentada em camadas de várias placas tectônicas. A geologia estuda também os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, assim com metais valiosos como o ouro, ferro, urânio, entre outros.
Ecologia:
É a ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou seja, é o estudo científico da distribuição e a abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição. As inteirações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente. Ecologia vem do grego “oikos”, que significa casa, e “logos”, estudo. Estudo da casa, ou na forma mais genérica lugar onde se vive.
Davis (1999) explica que o conceito de “ecomuseu” surgiu no começo do século XX, sob o impacto das ideias ambientalistas, com a criação dos chamados “museus ao ar livre”, que, numa perspectiva ampliada de museu, incorporavam sítios geológicos ou naturais ao seu “acervo”.
O Museu de arqueologia de Lomba Alta, possui no seu envolto centenas de árvores frutíferas, araucárias e coqueiros, espécies nativas da região, plantadas com acervo natural, museu ao ar livre. Caracterizando esse conceito ecológico do museu atual.
Fig.8: Zoolito, escultura de baleia, encontrado no campo.
Repartição de Numismática:
Entendesse por numismática o estudo científico das moedas e medalhas. A numismática faz uso de diversas áreas do conhecimento para estudar as moedas, buscando identifica-las e situá-las no tempo histórico, sendo utilizada como fonte de dados para pesquisas, pois uma moeda pode facilmente fornecer dados sobre o povo que a cunhou, como sua forma de governo, língua, religião, forma como comercializavam, situação da economia e até mesmo o grau de sofisticação dos povos. Por isso a numismática tem um papel cada vez maior no estudo da história dos povos. No museu de arqueologia de Lomba Alta tem um acervo de 84.000 moedas brasileiras e algumas estrangeiras, desde o período do império e algumas ainda do Brasil colônia, fruto do lado colecionador de Altair Wagner e que agora servirá em muito, para posteriores estudos, pois é um dos maiores acervos numismáticos reunidos no Brasil.
Biblioteca no Museu de arqueologia de Alfredo Wagner:
Nessa biblioteca reúnem-se livros de autores alfredenses e livros dos assuntos relativos ao museu. Dentre eles os livros do idealizador do museu, Altair Wagner, que escreveu os seguintes livros “Relatório de uma viagem de 50 dias (Europa-Ásia-África) – 1986, “ Genealogia da família Wagner” – 1987 e “ Alfredo Wagner, terra, água e índios” – 2002. Possuem também vários exemplares da edição da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, do qual Altair Wagner é membro efetivo.
Considerações finais:
Conhecendo o Museu de Arqueologia de Lomba Alta e sua história de construção, deu para entender como é árduo e trabalhoso a montagem e manutenção de um museu comunitário como este. A proposta deste presente trabalho é valorizar a iniciativa do idealizador do museu, que sabendo da importância de concretizar seu sonho, do legado que deixaria para gerações futuras, não descansou e não desistiu do projeto traçado em sua mente. Destacamos a importância de organizar e administrar a ideia, o idealizador separou por 10 anos, 1 semana por mês de sua vida para executar seu projeto ousado, sabia que não seria o fato só de ter um local e alguns acervos, mas se preocupou com a manutenção futura deste, verificou que este seria o desafio mais difícil. Identificamos nessa jornada do engenheiro Altair Wagner, que um sonho para ser realizado precisa de esforço, dedicação, ação e renúncia, só assim o sonho pode virar realidade. Altair Wagner, nesse caso sonhou, perseguiu seu sonho e hoje o sonho é uma realidade. O museu de arqueologia de Lomba Alta não só tem um belo imóvel, como tem um acervo considerável de memória do município, mas principalmente tem uma estrutura organizada, mantenedora do museu, todos da região abraçaram essa causa, as autoridades fizeram sua parte, mas principalmente os habitantes deste município se engajaram a ideia, conforme o Sr. Altair Wagner faz questão de destacar. O museu possui ingredientes importantíssimos para os habitantes do munícipio de Alfredo Wagner, a memória do seu povo, gerações futuras de alfredenses poderão identificar os objetos usados no passado pelo seu povo e analisar as dificuldades de vida no passado, principalmente a dos pioneiros. As dependências do museu possuem acervos que servem para estudos de escolas e universidades, o acervo de moedas e cédulas, por exemplo, é de uma grandiosidade, com inúmeras possibilidades de estudos futuramente, porque as moedas e cédulas contam a história de um povo, nos períodos de sua cunhagem ou fabricação, nesse caso do povo brasileiro, todo alfredense tem orgulho de ser brasileiro. Conclui-se então que nosso trabalho foi recompensado, porque conhecemos mais uma história com final feliz e que a história só é contada verdadeiramente, quando se tem pessoas que pesquisam e se esforçam em registrá-las. Podemos dizer que pessoas com ideias sustentáveis, se preocupando com a memória do seu povo, para que gerações futuras possam viajar no tempo e conhecer pelo menos um pouco de sua história. A construção de um museu, com sua devida manutenção, com certeza, é algo muito gratificante para seu idealizador.
Referências
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O Museu de arqueologia de Lomba Alta, possui no seu envolto centenas de árvores frutíferas, araucárias e coqueiros, espécies nativas da região, plantadas com acervo natural, museu ao ar livre. Caracterizando esse conceito ecológico do museu atual.
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Entendesse por numismática o estudo científico das moedas e medalhas. A numismática faz uso de diversas áreas do conhecimento para estudar as moedas, buscando identifica-las e situá-las no tempo histórico, sendo utilizada como fonte de dados para pesquisas, pois uma moeda pode facilmente fornecer dados sobre o povo que a cunhou, como sua forma de governo, língua, religião, forma como comercializavam, situação da economia e até mesmo o grau de sofisticação dos povos. Por isso a numismática tem um papel cada vez maior no estudo da história dos povos. No museu de arqueologia de Lomba Alta tem um acervo de 84.000 moedas brasileiras e algumas estrangeiras, desde o período do império e algumas ainda do Brasil colônia, fruto do lado colecionador de Altair Wagner e que agora servirá em muito, para posteriores estudos, pois é um dos maiores acervos numismáticos reunidos no Brasil.
Biblioteca no Museu de arqueologia de Alfredo Wagner:
Nessa biblioteca reúnem-se livros de autores alfredenses e livros dos assuntos relativos ao museu. Dentre eles os livros do idealizador do museu, Altair Wagner, que escreveu os seguintes livros “Relatório de uma viagem de 50 dias (Europa-Ásia-África) – 1986, “ Genealogia da família Wagner” – 1987 e “ Alfredo Wagner, terra, água e índios” – 2002. Possuem também vários exemplares da edição da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, do qual Altair Wagner é membro efetivo.
Figura 9: Repartições, Numismática e Biblioteca
Considerações finais:
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